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Palestra sobre desenvolvimento de Índice de Saúde Ambiental com uso de Regras Fuzzy é apresentada na CT-SAM

A Profa. Dra. Karoline Borges apresentou sua tese de doutorado sobre o desenvolvimento de um Índice de Saúde Ambiental baseado em Lógica Fuzzy durante a 117ª Reunião Ordinária da CT-SAM. A palestra abordou desafios como urbanização, saneamento e desigualdades regionais, defendendo o uso de Lógica Fuzzy para avaliação integrada das condições ambientais e apoio à formulação de políticas públicas.

A apresentação da tese de doutorado “Desenvolvimento de Índice de Saúde Ambiental utilizando Regras Fuzzy”, da Profa. Dra. Karoline Borges, foi o tema central da 117ª Reunião Ordinária da Câmara Técnica de Saúde Ambiental (CT-SAM), realizada no dia 15 de dezembro, por videoconferência.Durante a exposição, Karoline Borges iniciou a apresentação explicando o conceito de Lógica Fuzzy, um modelo de lógica matemática que classifica variáveis a partir de funções de pertinência, diferentemente da Lógica Booleana, que trabalha com valores binários de verdadeiro ou falso.

Na sequência, a pesquisadora contextualizou o problema ao destacar os principais desafios enfrentados pelos centros urbanos, como o rápido processo de urbanização, a ocupação desordenada do solo e a precariedade dos serviços de saneamento. Segundo ela, esses fatores contribuem para a poluição do solo, da água e do ar, além do aumento da incidência de doenças e da sobrecarga dos sistemas de saúde, impactando diretamente a qualidade de vida da população e, consequentemente, a saúde ambiental. Karoline também ressaltou a existência de desigualdades regionais, apontando que as regiões Norte e Nordeste apresentam condições mais precárias, especialmente no que se refere ao saneamento.

Diante desse cenário, a pesquisadora defendeu a aplicação da Lógica Fuzzy na criação do Índice Fuzzy de Saúde Ambiental (IFSA), com o objetivo de proporcionar uma avaliação mais precisa, abrangente e integrada das condições de saúde ambiental. O índice, segundo ela, também se apresenta como uma ferramenta estratégica para identificar áreas vulneráveis e subsidiar a formulação de políticas públicas ambientais.

Fonte: agencia.baciaspcj.org.br